Uma flor sozinha num vaso largo escorrega para a borda e fica torta. Este resolve pela forma: o colo de 3 cm fecha em torno da haste e a segura em pé, sem arame nem espuma, enquanto a base de 6 cm dá o peso que impede o tombo quando alguém passa perto da mesa.
A silhueta é de vaso clássico — barriga larga embaixo, pescoço fino, boca que reabre no topo. O que a torna diferente é o relevo: o vidro sobe torcido, em espiral, da base até o colo. Contra a luz, esse desenho vira linha e a peça deixa de ser só suporte para virar objeto por conta própria.
São quinze centímetros, a medida que entra em qualquer lugar — o canto da estante, o criado-mudo, a bancada do banheiro, a mesa posta sem atrapalhar a conversa. Serve para uma rosa, um ramo de eucalipto ou uma haste seca que fica meses.
O verde muda ao longo do dia. Na janela, o vidro fica translúcido e a torção acende; no canto sombreado, fecha num tom mais profundo, quase garrafa.
Feito para durar
Vidro com 4 mm de espessura, mais encorpado que o vaso comum de supermercado. Não mancha com a água parada, não absorve cheiro e não desbota com o sol na janela — lava e volta a ser o que era.